16 de dez. de 2009

Nova Zelandia, ilha sul.


Marlborough sounds: Assim que desembarcamos do ferry damos de cara com uma das mais belas paisagens que já vimos. Aqui dormimos no camp mais barato da Nz e mais bonito, a beira da praia, com direito a lua cheia, fogueira, vinho e novos amigos.


 Motueca: Esta parada quase que obrigatória para Carles, foi para encarar mais uma aventura. Agora ele embarcou em um avião para pular de para-queda. Nem preciso dizer que é aventura de mais pra mim.
Carles relata que foi pouca adrenalina para ele e que espera mais.
 Eu penso: Essa criatura só pode esta louca!


Abel tasman: Lugar incrível! Não foi à toa que foi escolhido para serem feitas as cenas do filme senhor dos anéis. 


No parque fizemos um tour com uma caminhada de 3 horas por trilhas e durante a tarde um passeio de caiaque. Vocês não fazem idéia do que me aconteceu nos primeiros 15 minutos de caminhada?!? Longe de tudo que pensaram. Eu torci meu pé. Que maravilha! E agora? O pior é que não tínhamos nenhuma outra opção a não ser continuar caminhando durante 3 horas até encontrar um barco, só que agora tinha que fazer uma longa caminhada com pé inchado e dolorido. Com a ajuda de Carles e de um pedaço de madeira fui me arrastando até completar o fim da caminhada. E às 3 horas se multiplicaram. Sempre esquecia minha dor quando chegávamos a um ponto estratégico com vistas maravilhosas. A água do mar era verde, quase que cristalina, o que dá um toque ainda mais bonito ao lugar. Apesar da água clara e praias lindas para compensar era muito gelada, então banho aqui, nem pensar!


Durante o passeio de caiaque vimos muitas focas e podíamos nos acercar delas, os bichinhos estavam bem à-vontade com nossa visita, não se intimidavam em brincar e nadar por baixo dos nossos caiaques. Parece bem bonitinho isso né? Nas na verdade me dava um pouco de medo deles passando por baixo de mim e a sensação de que a qualquer momento o caiaque iria virar e eu ia cair naquela água gelada que eu nem me atreveria a tocar.

 
 
Punakaiki: O dia estava horrível e ventava desesperadamente. Um vento frio que quando tocava nossos rostos parecia que estava nos cortando.
No caminho não resistimos a uma plaquinha que indicava que próximo teríamos vistas bonitas e fomos conferir. Em 5 minutos de caminhada, eu reclamando do frio e do vento, mancando por conta do pé torcido há dois dias, avisando a Carles que iria matá-lo por ter me convencido a fazer a caminhada. Quando chegamos lá uma surpresa agradabilíssima! Demos de cara com uma colônia de focas, de todos os tamanhos, dormindo, brincando, comendo... Ficamos lá parados por um tempão só olhando admirados.


Um pouco mais adiante chegamos às Pancake Rocks. Com a erosão do vento e do mar as rochas desta região ganharam formas diferentes e curiosas, como diz o nome, “panquecas”. Era como se fossem muitas panquecas uma em cima da outra. Algumas ainda acabam dando formados a ursos, mulher, e o que sua imaginação permitir.

 
 
Franz Josef: Gente, aqui neste país tem de tudo, até glacial! E é aqui mesmo em Franz Josep. Antes de fazer a visitinha fomos ao ponto de informação porque gostaríamos de fazer uma caminhada em cima do glacial caso meu pé me permitisse, mas, quando a mulher nos falou o preço quase caímos pra trás e desistimos na hora, foi um acordo imediato nem se quer discutimos pra saber se valia apena ou não. Nova Zelândia é tão caro como a maioria dos países da Europa. 


Então fomos só da uma olhadinha básica aos arredores. Apesar de que para nós aqui é o país das maravilhas, o glacial não foi surpreendente.  Estava feio e cinzento, acho que ficamos muito exigentes depois que conhecemos o Perito Moreno na Argentina.
Queenstown: Na capital mundial dos esportes radicais, tem de tudo que você imaginar, de esportes, claro! O céu esta cheio de pára-quedas caindo, quase todas as lojas vendem o alugam materiais esportivos, principalmente para neve.

Aqui minha teoria de que brasileiro é como praga: esta em todo canto do mundo foi confirmada. Dos poucos habitantes que existem nesta cidade dois mil são brasileiros. Estava na fila para ser atendida no caixa do supermercado e enquanto falava com Carles, o rapaz que ia nos atender diz em português: Vocês são de onde? Mais uma vez acreditei que esta doida! (demorei uns trinta segundos para cair a ficha). Agora sim é legal encontrar um conterrâneo, só que do outro lado do mundo.

Milford: Aqui fomos dar um passeio de barco nos fiords. Foi um passei muito bonito apesar de frio e nublado. O barco faz um percurso de aproximadamente 2 horas entre as montanhas que por sinal estavam recheadas de neve, as vezes encontrávamos algumas cachoeiras que surgiam em meio as montanhas para embelezar ainda mais o lugar. E ainda fizemos uma visitinha ilustre a umas focas, que preguiçosamente só dormiam.  E de quebra conhecemos cinco brasileiro que estavam no mesmo barco que nós.

 

West Coast: Foi um show de animais. Aqui você não precisa ir ao zoológico pra ver animais, nem tão pouco pagar caro para isso. Em uma simples caminhada na praia encontramos muito leões marinhos, e a cada 5 metros mais leões marinhos. Apesar de grandes eles são inofensivos, isso é, se você não mexer com eles. Até tentei ficar um pouco mais cerca de um, só que ele não foi nada receptivo e me expulsou fazendo um barulho enorme. Eu assustadíssima, nem olhe pra trás e já sai correndo. Pense na mulher corajosa! Hehehehe. Eu sei que vocês estão pensando isso agora.

 
Na praia seguinte fomos visitar os pingüins, que chegam todos os dias às 5 da tarde no mesmo local. Esta praia tem uma casinha como uma espécie de mirador para que os turistas não cheguem muito próximo aos bichinhos, e isso provoque com que eles não apareçam mais por aqui. Tudo bem, mesmo e longe ficamos empolgadíssimos, afinal não é todo dia que se vê pingüins. 
 
Sim, eles andam do mesmo jeito que na propaganda da antártica.

Akora: cidadezinha de difícil acesso, famosa por ter muitos golfinhos e baleias. Só que agora não estávamos mais dispostos a pagar tão caro para esses tours, porque como já disse anteriormente aqui tudo é caríssimo e se queremos continuar viajando por mais algum tempo temos que abrir mão de certas coisas.



Kaikora: Único lugar que conhecemos, que da praia era possível ver montanhas nevadas. Para nós isso foi a mega surpresa do lugar. Também tem a nascente de sol mais bonita e colorida que presenciamos.
De quebra fomos a uma vestinha típica neozelandesa, Eu definiria esta festa como uma espécie de carnaval, todo mundo com fantasias, as mais inusitadas possíveis, todos os hotéis e camps lotados e todas as pessoas altamente alcoolizadas.

 

Christchurch: Aqui fomos nos despedindo do nosso auto-casa, tivemos um apego com esta caravana e estávamos com muita pena de deixar tudo isso pra trás, mas, dentro de pouco tempo teríamos que encarar um novo país, novas pessoas e uma nova cultura. 



Nosso próximo encontro agora será nada mais nada menos que em FIJI.

Até lá amigos!

14 de dez. de 2009

Nova Zelandia: país dos kiwis ou das ovelhas?!


Bem vindos ao país das grandes diversidades! O lugar o qual não tínhamos muita idéia de como era ou de como seria nossos dias, prorem, foi o país que mais surpreendeu até o momento.
 

 
 Para organizar o blog, iremos dividir as postagens sobre Nz em dois. Neste falaremos sobre todas as aventuras na ilha norte e no próximo tudo sobre o que vivemos na ilha sul.
Ai vai uma breve introdução sobre Nova Zelândia:
• É um país pequeno e pouco povoado, dos 4 milhões de habitantes habitantes que existem no pais 1,3 estão em Auckland. Pesar de pequeno tem uma grande diversidade em paisagens. Podíamos estar na praia e em apenas uma hora de viagem chegávamos a grandes montanhas nevadas


• A cidade considerada a capital mundial dos esportes radicais também esta situada em Nova Zelândia (Queenstown).

• Em Nova Zelândia existe 5 ovelhas por habitante, imaginem o tanto de ovelhas que encontramos por lá! Tenho certeza que vimos mais ovelhas que gente.

•O país é super modernos, desenvolvido, organizado, limpo, pessoas educadas e muito seguro.
• Aqui todo mundo dirigi na mão esquerda, me peguei muitas vezes gritando para que Carles voltasse a conduzir na mão “correta” porque inconscientemente passava para a direita.
• Como ex-colônia inglesa herdou como comida típica fish and ship.
Vamos lá as nossas aventuras no país dos Kiwis.
Chegamos à Auckland por volta de 5 horas da manhã depois de aproximadamente umas 14 horas de viagem. Chegamos completamente atordoados por conta do fuso horário. Eu só pensava em dormir e louca pra ver como era a caravana que iamos passar 20 dias percorrendo o “país de cabo a rabo”.

Depois de passar tranquilamente pela alfândega nos dirigimos a um balcão de informação ainda no aeroporto, que nos permite fazer ligações de graça pra todas as empresas relacionadas ao turismo. Queríamos ligar para a empresa a qual reservamos a autocaravana para saber se já estavam nos esperando no aeroporto, e para nossa surpresa, fomos informados que tínhamos que esperar até as nove da manhã porque naquela hora todos os comércios estavam fechados. Que ótimo! Tomamos um chá de cadeira de quatro horas! Ainda bem que no Aeroporto de Auckland tem internet de graça que nos ajudou a passar o tempo, também podíamos ficar vendo todas as pessoas que desembarcavam e embarcavam no aeroporto. Olha que isso pode ser divertido!
Passada às quatro horas de aeroporto ligamos para a empresa, que por fim nos mandou uma pessoa nos buscar. Quando a funcionaria da empresa chegou até fiquei assustada, foi a pessoa mais antipática que encontramos em toda viagem, ela nem se quer nos olhou ou deu um bom dia. Já fiquei pensando como seriam as próximas pessoas que íamos encontrar no caminho. Logo comecei a pensar se vinte dias aqui não seria de mais, acho que deveríamos modificar as datas e irmos logo embora, para completar fomos recebidos no país com muita chuva e frio, mas, Carles sempre pensa muito positivo e tentava me animar avisando que  nos os próximos dias as coisas iriam melhoras.
Bom, eu nunca havia comentado antes aqui, mas, o fato é que eu sou uma péssima viajante e pior ainda como mochileira, por sorte, tenho Carles que nos meus momentos mais dramáticos tenta me animar com suas boas expectativas. Até sei que em uma viajem como essa podem acontecer problemas ou coisas desagradáveis, só que eu nunca estou preparada para essas coisas, acho que ninguém esta e admito que tivemos muita sorte por todas os países que passamos.
Voltando a falar sobre Nova Zelândia. Quando finalmente conseguimos entrar na autocaravana seguimos direto rumo ao norte, o mais norte possível.
No primeiro dia eu não podia pensar em nada mais do que em dormir. E adivinhe a primeira coisa que eu fiz depois que recebemos “nossa casa”? Isso mesmo que você esta pensando, montei a cama e fui dormir, enquanto isso Carles conduzia. No dia seguinte depois de dormir tudo que precisávamos fomos realmente desfrutar tudo que o país tinha de melhor.

Bem ao norte chegamos a Bay of Islands. Meu conceito sobre o país já havia mudado agora as pessoas estavam mais simpáticas, depois de passar seis meses no suldamerica fiicamos realmente encantados com a limpeza do país dos kiwis ( kiwis é o apelido que os próprios neo-zelandeses encontram para se alto denominar)
Bay of Island: fizemos um tour caça as baleias e aos golfinhos, passamos uma tarde incrível. Quando eu não estava me sentido enjoada por conta do balanço do barco estava admirada com os golfinho e as baleias que faziam questão de se exibirem para todos mostrando tudo que podem fazer dentro da água.

 
Gostamos tanto do lugar que resolvemos ficar mais um dia e fazer mais um tour e  agora chegamos de fato na ponta da Nova Zelândia. Na verdade pra nós o tour não foi nada impressionante. Saímos cedinho em um ônibus 4x4 que faz grande parte do trajeto pela praia, baixamos uma duna em sandboard e depois podemos desfrutar das paisagens e observar o encontro do oceano pacifico com o da tasmânia e aproveitar um pouco da bonita paisagem que tem aos arredores. O encontro dos mares é muito bonito ao mesmo tempo agressivo. É como uma disputa de poder uma onda se chocado com a outra para saber que tem mais força , e assim as águas vão se misturando as cores se unindo e tornando um só.
Quando citei a cima que o tour não tinha sido muito impressionante me refiro ao fato de andar de carro pela praia e descer a duna porque já estávamos acostumados que esse tipo de coisas no Brasil, afinal o Ceará esta cheio de dunas e o que não falta são buggies nas praias, nos divertíamos mais com a cara dos outros turistas achando o máximo tudo aquilo e que faziam um horror de foto do ônibus.

No terceiro dia fomos baixando devagarzinho e claro que sempre que tem algo interessante fazemos uma paradinha para registrar.
Passamos mais uma vez por Auckland, quando digo passamos pode entender literalmente, porque não teve direito a nenhuma parada, Carles tem pânico a cidade grande.

Agora vamos em direção a Coromandel.
Península Coromandel: O dia amanheceu ensolarado, o que nos deixou super felizes. Depois que saímos de Brasil em agosto, Coromandel foi o primeiro lugar que podemos tirar as roupas de verão amassadas da mochila. Para melhorar ainda mais nossas vidas Coromandel esta recheada de praias belíssimas e paradisíacas. Não poderíamos ter dias melhores! Não pensamos duas vezes antes de colocar os biquínis. Apesar do dia quente eu me recuso a se quer colocar as pontas dos meus pés na água gelada deste país, porém, Carles com sua paixão avassaladora pelo mar não perdeu tempo e foi dar um mergulho, mas, ele não se importa de sair de lá congelado, parece algo mais forte que ele, hehehe. Minhas esperanças de tomar banho de mar ainda não tinham acabado, descobrimos que ainda por ai nestas bandas tinha uma praia com piscinas naturais de água quente, parece perfeito isso! Então fomos conferir e suuuurpresa! Era maré alta e por isso as piscinas desapareciam. He colegas, esperança acabada!

 

Taupo: bem-vindos a região geográfica mais vulcânica de toda Nova Zelândia. Aqui por todas as partes que você olha tem alguma pedra liberando vapor, a temperatura por aqui estava quente, não sei dizer se é porque o dia realmente estava quente ou se era por causa de todo o vapor que nos cercava. Nunca tinha sentido tanto cheiro de enxofre. É horrível! Bem que os vulcões dão vida e cores diferentes ao lugar deixando-o mais charmoso apesar de fedorento.

 
 
Rotoura: Único lugar de nova Zelândia o qual tivemos um pouco de contato com a cultura Maori (habitantes em Nova Zelândia antes da colonização) Hoje em dia já não existem muitos Maoris e os que ainda resistem com o tempo foram se adaptando a nova maneira de vida após colonização. Os maoris são conhecidos como povo guerreiro e geralmente tem o corpo tatuado principalmente o rosto. Não podemos conhecer mais a fundo porque já virou algo muito turístico e para termos contato com alguns deles teríamos que desembolsar uma grana preta e apesar de saber que adoraríamos resolvemos abrir mão. Em Rotoura vimos um pouco da dança típica e visitamos mais um parque nacional de geografia vulcânica. Foi algo impressionante. Ficamos por quase uma hora olhando como saia tanta água de dentro da rocha que alguns minutos atrás não tinha nada, agora jorrava um monte de água quente com uma força incrível. Talvez não seja a coisa mais bonita de toda viagem, porém, curiosa.
Para dar um pouquinho de aventura topei entrar dentro de uma bola e sair rolando de ladeira abaixo.



Waitomo caves: Como estamos no país dos esportes radicais, fomos colocar em prática um pouquinho disso em Waitomo. Aqui existem muitas cavernas onde podemos fazer rafting, espeologia, escalada e rappel. Eu não sou muito receptiva as esse tipo de aventura, mas, fui provar. Já Carles, estava adorando tudo isso.

 
Raigan: Em Bolívia conhecemos duas neozelandesas que nos disseram que não podíamos deixar de conhecer esta cidade porque além de ser uma cidade de jovem e animadíssima era perfeita para surf. Então vamos nós. Aqui o dia já não estava mais ensolarado, não tinha muita gente nas ruas, nem tão pouco na praia, e as ondas não estavam muito boas, Apesar de termos achado um lugar muito bonitinho não tinha menos graça esta na praia com um dia horrível e chuvoso por isso seguimos viagem
Wellington: Chegamos à capital de Nova Zelândia, com ares de cidade grande, apesar de nem ser tão grande assim é muito bonita e organizada. Bom, acho que todas as cidades deste país que conhecemos são bonitas e organizadas. Em Wellington passamos o dia visitando museus super modernos onde poderíamos simular e sentir a sensação de um terremoto e conhecer um pouquinho mais a historia do país. Wellington tem um porto muito grande que faz transporte da ilha sul a norte, e foi ai que embarcar no ferry até Picton na ilha sul.


19 de nov. de 2009

Chile


Em El Calafate embarcamos em um ônibus e em três horas de viagem já chegamos ao território chileno. Hora de encarar mais uma fronteira, assinar mais um formulário, descobrir mais um país, conhecer novas pessoas, principalmente com a amabilidade e cordialidade dos chilenos. 

Pra falar a verdade eu detesto passar por fronteiras e policiais, não que esteja algo de errado comigo mas, inconscientemente a situação já me da um desconforto enorme, porém, de toda America do sul os policias chilenos são os mais simpáticos e sorridentes, exceto a senhorinha do ministério da saúde chilena que usava máscaras por conta da gripe suína ou por causa do "alvoroço" sobre a gripe. Que pelo menos três vezes me perguntou em que região brasileira eu morava. Eu garanti que vivia bem ao norte e logo ela tinha os olhos mais tranqüilos e a expressão de que nós não seriamos uma ameaça a saúde publica chilena. Talvez se eu dissesse que morava no sul do Brasil, antes de entrar no Chile eu teria que passar por alguma avaliação médica. Coitada!!! Nem sabia ela que estivemos em lugares com a situação bem pior do que a do Brasil em relação à gripe suína.
Depois de responder todas as perguntas nosso primeiro destino no Chile é Puerto Natales. Um cidadezinha com casa com um estilo de casas bem antigas inglesas, feitas de madeira, o chão completo de tapetes e os banheiros (que particulamente eu detesto) bem pequenos e com umas minis banheiras de plástico. Minha mente que é um pouco apavorada me fazia pensar o tempo inteiro como seria se uma daquelas casas pegassem fogo?! Acho que em 3 minutos tudo se tortaria pó.



Puerto Natales parece uma cidadezinha quase no meio do nada e pra completar quase no “fim do mundo”, ou seja, no sul do mundo.
Natales além de ser nossa porta de entrada no Chile era onde teríamos a possibilidade para fazer um trekking em Torres Del Paine, idéia essa que acabamos desistindo com medo que eu não pudesse resistir a tanto frio e levando em conta de que não tínhamos muito tempo em terras chilenas. 
Na esperança de ver o famoso pôr-do-sol nas Torres, fizemos um tour de carro, e assim também poderíamos chegar mais próximo delas. Infelizmente neste dia não fomos agraciados com um belo fim de tarde e ao contrário disso, haviam muitas nuvens que faziam questão de cobrir o sol, e passou todo o dia nos ameaçando de mandar muuuuita chuva. Quando você chega a Puerto Natales todos os moradores vão te falar que você precisa ver o pôr-do-sol nas Torres, que é uma coisa incrível, mas eles esquecem de te avisar que isso é raro, já que lá o sol não costuma aparecer com muita freqüência, embora não houvesse o sol, as paisagens são lindas durante todo o trajeto até chegar ao mirador. Como não podia ser diferente já que você esta na Patagônia por todo os lado que você olha vê um monte de belas montanhas nevadas. 

 
 
Na parada para o almoço recebemos a visita ilustre de um zorro bem espertinho que já sabe o horário que os turistas chegam e aproveita pra fazer uma “boquinha” também.

De Puerto Natales, fomos conhecer a capital e lá fomos recebidos com muuuita chuva, impossível de passear, esperamos um dia trancados no hostal a espera que o temporal diminuísse e nada, então no dia seguinte embarcamos rumo ao litoral. 
Pichilemu foi o lugar escolhido para passarmos os nossos últimos três dias no continente americano. A praia é linda apesar de o clima não ser muito favorável para dar um mergulho,  é muito bonito ver os barcos dos pescadores chegarem do mar cheios de peixes com um monte de pássaros os rodeando. Mesmo com o frio que faz por aquelas terras tem pessoas como o Carles que se arrisca a entrar no mar para encarar suas boas ondas.


 Na verdade os dias em Pichilemu foram um pouco tensos, estávamos eufóricos e ansiosos, porque dentro de pouco iríamos mais uma vez viajar. He, mas agora é um pouco diferente. Diferente e distante, ansiosos para entrar na caravana que já alugamos e deverá estar nos esperando no aeroporto de Auckland, para 20 dias em um mundo novo que não sabemos o que nos espera.
Passamos três dias organizando nossas coisas limpando tudo fazendo e desfazendo mochilas, um ansiedade imensa, quase com no dia 15 de fevereiro de 2009 quando colocamos as mochilas nas costas pela primeira vez. Na verdade ainda não sabemos bem explicar porque tanta euforia, talvez porque agora estamos indo pra mais longe de casa, porque cada vez a distância vai aumentado. 
Mas uma vez vamos cruzar o oceano pra descobrir novos mares!!! Oceania lá vamos nós!