24 de mar de 2010

Fiji time: Bula!


Depois de tanto tempo em países frios já tínhamos até esquecido como era o clima quente e abafado de um país tropical.
Ainda dentro do avião os passageiros faziam filas na porta do banheiro, todos a fim de abandonar as roupas pesadas e de cores tristes de inverno por roupas mais leve e coloridas com mais cara de verão.
Fiji nada mais é do que um arquipélago formado por 330 ilhas rodeadas de corais, areia branquinha e com um clima bem tropical. Bom, a parte do tropical não pode nos fazer muita inveja porque enfim vivemos em um país tropical “abençoado por Deus, e bonito por natureza.”
Esse paraíso tropical não é só maravilhas não! Em pleno século XXI Fiji vivi uma rígida ditadura militar e seu povo apesar de muito sorridentes são muito pobres e sem muitas expectativas.
O que ainda faz um país diferente é que sua população esta dividida em Fiji - indianos e negros, na ilha principal passeando pelas ruas é como se estivéssemos na Índia, a maneira como se vestem, templos e aspectos físicos. Já nas ilhas menores todos são negros, e com uma cultura bem diferente da indiana, as roupas são bem coloridas, as músicas mais afros, religião diferente e muito mais sorridentes.
O aeroporto internacional de Fiji é tão pequeno como um aeroporto qualquer do interior do Ceará.
Na hora de passar pela alfândega entregamos nossos passaportes ao policial. O de Carles: espanhol e o meu brasileiro. O policial disse: que estava tão contente é conhecer uma brasileira, que meu país era maravilhoso, que tínhamos o melhor futebol do mundo, (Claro que tinham que falar em futebol! brasileiro= jogador de futebol) e logo depois diz: vocês europeus são bem-vindos aqui! Ai, que decepção a minha, ele não tinha idéia de onde estava o Brasil. Mas, tudo bem ele até tentou ser simpático e também nem faz muito tempo que não tínhamos idéia que o país dele existia.
 Desde Nova Zelândia compramos um pacote que se encarregaria de nos transportar para algumas das ilhas, nossa comida e onde dormir.
Essa é a única maneira de conhecer um pouquinho do país. Até porque só existe uma empresa que faz os tour cobrando um precinho bem salgado. Ou também você pode comprar um barco próprio e assim aproveita para visitar todas as ilhas do arquipélago, hehehehe
Primeiro dia em Fiji: De acordo com o tour que contratamos alguém deveria estar nos esperando no aeroporto e essa mesma pessoa deveria nos explicar com mais detalhes o tour e nos levar ao hotel que já tínhamos pagado e não fazíamos idéia de onde estava. Quando chegamos e desembarcamos não tinha nada nem ninguém nos esperando só um monte de gringo que assim como nós estavam perdidos e sem saber o que fazer. Pouco depois encontramos um loja da empresa que havíamos feito o pacote para tour, falamos com um atendente e simplesmente ele não resolvia nada e tão pouco explicava alguma coisa, só dizíamos que tínhamos que esperar no meio da rua um carro nos pegar e que essa pessoa do carro iria nos explicar tudo, meia hora depois a tal pessoa do carro chegou, perguntamos a ele como seria o tour, quando íamos para a primeira ilha, onde tínhamos que pegar o barco... O “tal homem” nos diz que era apenas o motorista e que no hotel tinha alguém que nos explicaria melhor, parece comedia né!?, Mas, não é. Já nervosos principalmente porque já tínhamos pagado tudo e justo no começo as coisas não caminhavam muito bem.
Chegando ao hotel fomos recebidos por umas moças simpáticas porem quando fomos tirar nossas duvidas elas já não tinham mais tanto interesse em nós. O fato era que elas também vendem o mesmo pacote turístico e como nos já tínhamos comprado com outra pessoa elas não estavam a fim de perder o tempo delas nos explicando nada, mas, com muita insistência elas nos avisaram que no dia seguinte às sete horas da manhã um ônibus passaria para nos buscar e nos levar ao porto. Como estávamos muito cansados da viagem fomos logo dormir e pedimos para que elas nos acordassem as seis da manhã e assim teríamos tempo para tomar café da manha antes de viajar.

Segundo dia em Fiji: As 6:50 acordamos atordoados pegando a primeira roupa que vimos pela frente e correndo para a recepção do hotel e chegando lá o nosso ônibus já estava indo embora. Vocês não podem imaginar nossa cara neste momento, que estresse! Simplesmente esqueceram de nos acordar. Alem das desculpas nos mandaram sair correndo atrás do ônibus que dizendo elas iria voltar por uma rua próxima ao hotel e lá poderíamos embarcar. Pegamos as malas e saímos correndo para a tal desta rua, passados 10 minutos fomos pedir informação com uma mulher que trabalhava em frente ao local onde o ônibus deveria volta. se realmente o ônibus iria voltar por aquele caminho. Uma senhora simpática sutilmente nos informou que se tínhamos esperança de embarcar no bendito barco neste dia tínhamos que pegar um taxi que o taxista teria que ir muito rápido se possível ele nem poderia piscar para não nos atrasar mais ainda. Assim fizemos e faltando dois minutos para o barco partir finalmente chegamos. Ainda sem entender nada e sem nem saber para onde íamos entramos no barco e finalmente encontramos uma alma caridosa que nos fez o favor de nos explicar tudo direitinho. Agora sim podíamos respirar tranqüilos.
Com essa experiência tomamos conhecimento do “Fiji time”. Não é só no Brasil que as coisas funcionam lentamente em Fiji as coisas acontecem cinco vezes mais lentas que no Brasil, o fijianos não se preocupam com nada e que o tempo se encarregue de resolver tudo.

Primeira parada: South sea:
Esta  ilha era tão pequena que em 5 minutos de caminhada fazíamos a volta inteira pela ilha. A ilha não esta muito longe de Nadi e durante o dia a ilha estava cheia de gente que iam passas somente o dia, e em uma ilha tão pequena os funcionários do único hotel que tinha na ilha ficavam inventando atividades para passar o tempo desse povo que se dividiam em fazer smokl..., jogar vôlei, passear em um submarino e claro se banhar nas águas transparentes e cristalinas do oceano pacifico.
O primeiro dia aqui foi maravilhoso estávamos encantados em dormir um uma ilha tão pequena em uma noite de lua cheia. Combinação perfeita!


Fiji: parte II

Kuata: Aqui fomos recebidos com música muita simpatia pelos moradores da ilha. O lugar com pessoas mais sorridentes e simpáticas de toda viagem.
Éramos mais ou menos 12 turistas em toda ilha, fazendo assim um clima bastante amigável.
A ilha já era maior do que a primeira, porém as atividades diárias não mudavam muito até que fomos surpreendidos com uma noticia bombástica que acabou dando ares diferente ao ambiente. No dia em que chegamos a ilha durante o almoço, o chefe da comunidade nos foi dar a gentil noticia de que estávamos sobre alerta de tsunami. Estava confirmada a chegada de um tsunami em duas horas com a velocidade de 100 kilometros por hora. Gente, vocês não fazem idéia de como estava a cara de todos os turistas, todo mundo apavorado com a cara pálida. O chefe da comunidade tentava nos animar dizendo que não precisávamos nos preocupar porque a tecnologia não servia de nada que quando vai acontecer algum desastre natural eles são avisados pela própria natureza. Ele ainda insistia avisando que o tínhamos que fazer éramos ficarmos juntos dentro de uma sala e não nos separarmos. Essa proposta foi totalmente recusada por todos os turistas que logo depois nos reunimos e resolvemos subir até o topo de uma montanha e assim esperar às duas horas.
Passados as duas horas baixamos morrendo de medo do que poderia ter acontecido. Por sorte o chefe estava com a razão, e graças a grande barreira de coral que tem em Fiji impediu que o tsunami chegasse ate onde estávamos.
Que alivio! Porem mesmo assim todas as atividades no mar estavam terminantemente proibidas. Podíamos perceber uma certa agitação no mar que normalmente tem águas muito tranqüilas.
Depois do medo coletivo e a falta do que fazer serviu pra unir ainda mais todos os turistas, estávamos tão juntos e amigos que parecia que nos conhecíamos desde a infância.
O dia seguinte agora finalmente sem alertas de tsunami o dia foi mais agitado.
Os fijianos passam seu dia tentando ocupar o nosso tempo organizaram jogo de vôlei, snorkel com tubarões, visita a vila típica, ensinando-nos a fazer artesanato...
 Bom eu não encarei o mergulho com tubarões, mas como já de se esperar Carles topou na hora. Sem duvidas para ele foi uma das experiências mais marcantes de toda viagem. Conta a todos empolgadíssimo a sensação de mergulhas com uns 30 tubarões.
Coro Voul: Mais uma ilha que fomos recebidos ao som da musica típica de Fiji um monte de sorrisos contagiantes como uma ato de boas vindas.
Pena que o dia não contribui muito para um dia mais animado, o dia estava feio e nublado.
Usando um pouco de criatividade e já que aqui nos reencontramos alguns amiguinhos que fomos conhecendo no barco e em outras ilhas e passamos o dia jogando conversa fora, trocando experiências e cultura. E para colaborar com que o tempo passasse mais rápido nada melhor que jogar baralho.


 Hummm, esta foi a primeira e única ilha que tinha internet, mas, não queiram saber quanto tínhamos que pagar por esta tecnologia, nada menos que 3 dolares por minuto!
Depois de um jantar maravilhoso os habitantes tentaram animar a noite com danças típicas e logo após mais bate papo. Agora todos os turistas da ilha que não passavam de 15 pessoas se misturavam aos fijianos e lá estávamos brasileiros, espanhóis, holandeses, suíços, ingleses, franceses e uma só língua: inglês!
Dia seguinte embarcamos mais uma vez num barco em direção a mais uma ilha, Coral View: Um pouco maior que as outras que já tínhamos visitado, com mais habitantes e mais turistas, a praia não era nada de especial, porém cada ilha somos surpreendidos com a simpatia e simplicidade dos nativos, o “país mais sorridente de todos”. 
 Já que a ilha era maior que as outras aproveitamos para fazer um passeio e visitar o outro lado da ilha. Encontramos um vilarejo com casa muito simples e pobres e apesar de aqui não podermos nos comunicar pelo idioma podíamos nos entender com gestos e sorrisos.
Apesar daqui não ter shopping, discotecas, carros, internet, celular as noite eram sempre animadas. Os nativos organizavam bailes com suas músicas típicas, e se encarregavam de animar a noite, de repente estavam todos sorrindo e já amigos. 
 Dia seguinte fomos visitar a lagoa azul. Não foi a lagoa azul do filminho chato que passa todo ano na globo mas, garanto que a lagoa era azul. La fizemos snorkel maravilhoso, vimos peixes de todas as cores e tamanhos, incrível!

Manta Ray: Nesta ilha não tinha muito que fazer ao não ser snokel, que por sinal maravilho! Aqui qualse todas as ilhas tem um fundo marinho lindo e cheio de vida.
Aqui foi a ilha dos reencontros. De repente foram chagando pessoas que tínhamos conhecido em outras ilhas ou menos no barco e não podia ser diferente, em pouco tempo estávamos todos juntos.
Beach comber: A ilha das festas! A ilha mais famosa entre turistas jovens e solteiros, porque todos os dias aqui são dias de festas
A ilha esta cheia de ingleses e australianos todos preparados para “caçar”. Nós ficávamos em quartos compartilhados porque saia muito mais barato viajar assim. Quando nos apresentaram o nosso quarto quase eu morro de susto. No quarto tinha pelo menos 100 camas, para ter uma idéia a minha era a número 92 e a de Carles 93, o quarto estava lotado e uma bagunça horrível. Passado o momento de susto fomos jantar e depois aproveitar um pouquinho da festa com musica ao vivo e DJ. Hora de dormir! Como estamos muito cansados de tantos dias ao sol fomos dormir cedo, e enquanto isso a festa estava bombando. Duas horas depois... Vocês não podem imaginar como ficou o quarto, parece que todo mundo resolveu dormir na mesma hora, todos bêbado, gritando, pulando de uma cama para outra. Tranqüilos amigos, não parou por ai! Eu tive a sorte de a menina mais assanhada da festa ter sua cama bem ao lado da minha, eu passei o resto da noite assistindo ele transando com algum “gatinho” que ela atacou por ai.
Assim que amanheceu fomos para a recepção pedir que pelo amor de Deus nos parecem o primeiro barco. Não queríamos passar mais nenhuma noite naquele lugar, e surpresa! A gerente da ilha nos deu o melhor quarto que eles tinham na ilha só para nos dois! Nem podíamos acreditar, o quanto tinha de tudo, frigobar, água quente, varanda de frente pro mar, cafezinho...
 Sendo assim fomos convencidos a passar mais uma noite por lá.
No mesmo dia chegaram mais alguns amiguinhos que fizemos nas ilhas anteriores e assim podemos “cair” na festa também.
 Aproveitamos para provar a bebida típica (cava). A cava é feita de raízes de árvores, e apesar de ser natural algumas pessoas dizem que é narcótica. Tranquilos não fomos pra Fiji nos drogar, se eles tomam sem problemas porque a gente não?! A final a cava é muito utilizados por eles em todas as festas, casamentos, cerimônias...
Gente a bebida tem um gosto asqueroso. Carles depois de umas cervejinhas até tomou gosto pela bebida. Eu me divertia vendo a cara de pavor dos turistas depois de provar a bebida. Efeitos? Nenhum. Não sentimos absolutamente nada.

 Passados 13 dias visitando as ilhas em Fiji era hora de voltar para Nadi uma das ilhas principais.
As praias em Nadi não são nada surpreendentes. Então não perdemos nosso tempo na praia e fomos visitar a segunda cidade mais importante de Fiji. Pegamos um taxi e pedimos que o taxista nos deixassem no centro da cidade, 8 minutos depois o taxista para em uma rua que não tinha quase nada, nem pessoas, nem lojas, suja, desorganizada e diz: podem descer aqui.
Gente, acho que quase todas as cidades do interior do Ceará são mais desenvolvidas que isso aqui.
Caminhando mais um pouco encontramos um templo budista lindo e colorido.
 
 Entramos nele e pena que não podemos fazer fotos porque estava proibido.
No final do dia voltamos para o hotel e mais uma surpresa, encontramos com 4 pessoas que conhecemos nas ilhas e nos despedimos de Fiji com o gostinho de pizza a beira da praia e uma sensação maravilhosa, tanto por termos conhecidos pessoas super agradáveis e o lugar encantador.

16 de dez de 2009

Nova Zelandia, ilha sul.


Marlborough sounds: Assim que desembarcamos do ferry damos de cara com uma das mais belas paisagens que já vimos. Aqui dormimos no camp mais barato da Nz e mais bonito, a beira da praia, com direito a lua cheia, fogueira, vinho e novos amigos.


 Motueca: Esta parada quase que obrigatória para Carles, foi para encarar mais uma aventura. Agora ele embarcou em um avião para pular de para-queda. Nem preciso dizer que é aventura de mais pra mim.
Carles relata que foi pouca adrenalina para ele e que espera mais.
 Eu penso: Essa criatura só pode esta louca!


Abel tasman: Lugar incrível! Não foi à toa que foi escolhido para serem feitas as cenas do filme senhor dos anéis. 


No parque fizemos um tour com uma caminhada de 3 horas por trilhas e durante a tarde um passeio de caiaque. Vocês não fazem idéia do que me aconteceu nos primeiros 15 minutos de caminhada?!? Longe de tudo que pensaram. Eu torci meu pé. Que maravilha! E agora? O pior é que não tínhamos nenhuma outra opção a não ser continuar caminhando durante 3 horas até encontrar um barco, só que agora tinha que fazer uma longa caminhada com pé inchado e dolorido. Com a ajuda de Carles e de um pedaço de madeira fui me arrastando até completar o fim da caminhada. E às 3 horas se multiplicaram. Sempre esquecia minha dor quando chegávamos a um ponto estratégico com vistas maravilhosas. A água do mar era verde, quase que cristalina, o que dá um toque ainda mais bonito ao lugar. Apesar da água clara e praias lindas para compensar era muito gelada, então banho aqui, nem pensar!


Durante o passeio de caiaque vimos muitas focas e podíamos nos acercar delas, os bichinhos estavam bem à-vontade com nossa visita, não se intimidavam em brincar e nadar por baixo dos nossos caiaques. Parece bem bonitinho isso né? Nas na verdade me dava um pouco de medo deles passando por baixo de mim e a sensação de que a qualquer momento o caiaque iria virar e eu ia cair naquela água gelada que eu nem me atreveria a tocar.

 
 
Punakaiki: O dia estava horrível e ventava desesperadamente. Um vento frio que quando tocava nossos rostos parecia que estava nos cortando.
No caminho não resistimos a uma plaquinha que indicava que próximo teríamos vistas bonitas e fomos conferir. Em 5 minutos de caminhada, eu reclamando do frio e do vento, mancando por conta do pé torcido há dois dias, avisando a Carles que iria matá-lo por ter me convencido a fazer a caminhada. Quando chegamos lá uma surpresa agradabilíssima! Demos de cara com uma colônia de focas, de todos os tamanhos, dormindo, brincando, comendo... Ficamos lá parados por um tempão só olhando admirados.


Um pouco mais adiante chegamos às Pancake Rocks. Com a erosão do vento e do mar as rochas desta região ganharam formas diferentes e curiosas, como diz o nome, “panquecas”. Era como se fossem muitas panquecas uma em cima da outra. Algumas ainda acabam dando formados a ursos, mulher, e o que sua imaginação permitir.

 
 
Franz Josef: Gente, aqui neste país tem de tudo, até glacial! E é aqui mesmo em Franz Josep. Antes de fazer a visitinha fomos ao ponto de informação porque gostaríamos de fazer uma caminhada em cima do glacial caso meu pé me permitisse, mas, quando a mulher nos falou o preço quase caímos pra trás e desistimos na hora, foi um acordo imediato nem se quer discutimos pra saber se valia apena ou não. Nova Zelândia é tão caro como a maioria dos países da Europa. 


Então fomos só da uma olhadinha básica aos arredores. Apesar de que para nós aqui é o país das maravilhas, o glacial não foi surpreendente.  Estava feio e cinzento, acho que ficamos muito exigentes depois que conhecemos o Perito Moreno na Argentina.
Queenstown: Na capital mundial dos esportes radicais, tem de tudo que você imaginar, de esportes, claro! O céu esta cheio de pára-quedas caindo, quase todas as lojas vendem o alugam materiais esportivos, principalmente para neve.

Aqui minha teoria de que brasileiro é como praga: esta em todo canto do mundo foi confirmada. Dos poucos habitantes que existem nesta cidade dois mil são brasileiros. Estava na fila para ser atendida no caixa do supermercado e enquanto falava com Carles, o rapaz que ia nos atender diz em português: Vocês são de onde? Mais uma vez acreditei que esta doida! (demorei uns trinta segundos para cair a ficha). Agora sim é legal encontrar um conterrâneo, só que do outro lado do mundo.

Milford: Aqui fomos dar um passeio de barco nos fiords. Foi um passei muito bonito apesar de frio e nublado. O barco faz um percurso de aproximadamente 2 horas entre as montanhas que por sinal estavam recheadas de neve, as vezes encontrávamos algumas cachoeiras que surgiam em meio as montanhas para embelezar ainda mais o lugar. E ainda fizemos uma visitinha ilustre a umas focas, que preguiçosamente só dormiam.  E de quebra conhecemos cinco brasileiro que estavam no mesmo barco que nós.

 

West Coast: Foi um show de animais. Aqui você não precisa ir ao zoológico pra ver animais, nem tão pouco pagar caro para isso. Em uma simples caminhada na praia encontramos muito leões marinhos, e a cada 5 metros mais leões marinhos. Apesar de grandes eles são inofensivos, isso é, se você não mexer com eles. Até tentei ficar um pouco mais cerca de um, só que ele não foi nada receptivo e me expulsou fazendo um barulho enorme. Eu assustadíssima, nem olhe pra trás e já sai correndo. Pense na mulher corajosa! Hehehehe. Eu sei que vocês estão pensando isso agora.

 
Na praia seguinte fomos visitar os pingüins, que chegam todos os dias às 5 da tarde no mesmo local. Esta praia tem uma casinha como uma espécie de mirador para que os turistas não cheguem muito próximo aos bichinhos, e isso provoque com que eles não apareçam mais por aqui. Tudo bem, mesmo e longe ficamos empolgadíssimos, afinal não é todo dia que se vê pingüins. 
 
Sim, eles andam do mesmo jeito que na propaganda da antártica.

Akora: cidadezinha de difícil acesso, famosa por ter muitos golfinhos e baleias. Só que agora não estávamos mais dispostos a pagar tão caro para esses tours, porque como já disse anteriormente aqui tudo é caríssimo e se queremos continuar viajando por mais algum tempo temos que abrir mão de certas coisas.



Kaikora: Único lugar que conhecemos, que da praia era possível ver montanhas nevadas. Para nós isso foi a mega surpresa do lugar. Também tem a nascente de sol mais bonita e colorida que presenciamos.
De quebra fomos a uma vestinha típica neozelandesa, Eu definiria esta festa como uma espécie de carnaval, todo mundo com fantasias, as mais inusitadas possíveis, todos os hotéis e camps lotados e todas as pessoas altamente alcoolizadas.

 

Christchurch: Aqui fomos nos despedindo do nosso auto-casa, tivemos um apego com esta caravana e estávamos com muita pena de deixar tudo isso pra trás, mas, dentro de pouco tempo teríamos que encarar um novo país, novas pessoas e uma nova cultura. 



Nosso próximo encontro agora será nada mais nada menos que em FIJI.

Até lá amigos!